Letícia Gonçalves – [leticia_jornal@yahoo.com.br]
Liege Nogueira - [liege_nogueira@yahoo.com.br]
Apesar de ter surgido nos Estados Unidos no início da década de 80, o estilo Emo só começou a tomar notoriedade no Brasil em 2003. Sob a influência norte-americana, adolescentes de São Paulo e de outras capitais do Sul e do Sudeste passaram a adotar o comportamento, o visual e a música Emo.
No Espírito Santo, representantes dessa nova onda transitam pelas ruas com fácil identificação, graças ao estilo de roupas e cabelos adotado. O Shopping Vitória e a Praça dos Namorados são alguns dos principais pontos de concentração da tribo.
Já existe até um flogão só para postagens de fotos dos freqüentadores do Shopping.
De acordo com Luáh, 14, a turma se reúne no Shopping Vitória, aos sábados a partir das 14h, para bater papo. É um local de descontração, onde os Emos e outros fãs de rock se sentem à vontade para conversar sobre música e outros assuntos referentes ao grupo, diz Luáh.
As bandas são diversificadas entre os mais de dez Emos que se encontram no local. “NX Zero, Emoponto, Fresno, Forfun, Simple Pan são algumas das minhas bandas favoritas”, citou Luáh. No entanto, outros membros do grupo desaprovam as bandas que a adolescente escuta.
Apesar das diferenças musicais, as divergências acabam por aí. Quando o assunto é preconceito todos têm a mesma opinião. Todos já sofreram preconceito, mas não ligam para isso. Os contatos virtual e real que o grupo possui, somente os fortalecem. A união é tão grande que eles são capazes de dividir o mesmo milk shake.
Estilo e recreações à parte, o “Emocore” também já teve representantes capixabas. Index, Segunda-feira e Mono são alguns dos exemplos citados por Guilherme Piccin, o hoje analista de sistemas, ex-integrante da Simple Present, outra banda por ele enquadrada como Emo.
Mas isso foi nos “velhos tempos”, entre 2002 e 2003, quando o estilo ainda não era marcado pelo visual, como é hoje.
“Antes, essas bandas conviviam com o movimento Punk Rock, faziam parte dele apesar de terem letras mais introspectivas. O público das bandas Emo, que nem era muito chamado assim, era o mesmo do hardcore. Quem ia aos shows dessas bandas era a mesma galera que ia ao show d’Os Pedrero” , lembra Guilherme.
A nova “roupagem” do Emo já não agrada ao antigo fã de bandas como Hateen. “Hateen era considerado Emo naquela época, mas não como é agora, eu tenho todos os cds deles, menos o último, e não quero ter”.
Questionado sobre o porquê do fim da convivência entre os Emos e o movimento Punk Rock do qual se originaram, Guilherme hesita um pouco. Mas qual seria a diferença geradora da rejeição total ao Emo por parte do Punk Rock? “Eles querem aparentar algo que não são, ser ‘cools’. É mais visual e menos musical”, explica Guilherme.
Manual do Emo iniciante
Quer saber como se tornar um Emo? Então clique no link abaixo e confira as características fundamentais para se tornar um!
Escrito por labmedia
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