Espírito Emo – O Emo em terras capixabas

Abril 30, 2007

Letícia Gonçalves – [leticia_jornal@yahoo.com.br]

Liege Nogueira - [liege_nogueira@yahoo.com.br]

Apesar de ter surgido nos Estados Unidos no início da década de 80, o estilo Emo só começou a tomar notoriedade no Brasil em 2003. Sob a influência norte-americana, adolescentes de São Paulo e de outras capitais do Sul e do Sudeste passaram a adotar o comportamento, o visual e a música Emo.
 
No Espírito Santo, representantes dessa nova onda transitam pelas ruas com fácil identificação, graças ao estilo de roupas e cabelos adotado. O Shopping Vitória e a Praça dos Namorados são alguns dos principais pontos de concentração da tribo.

Já existe até um flogão só para postagens de fotos dos freqüentadores do Shopping.

De acordo com Luáh, 14, a turma se reúne no Shopping Vitória, aos sábados a partir das 14h, para bater papo. É um local de descontração, onde os Emos e outros fãs de rock se sentem à vontade para conversar sobre música e outros assuntos referentes ao grupo, diz Luáh.
 
As bandas são diversificadas entre os mais de dez Emos que se encontram no local.  “NX Zero, Emoponto, Fresno, Forfun, Simple Pan são algumas das minhas bandas favoritas”, citou Luáh. No entanto, outros membros do grupo desaprovam as bandas que a adolescente escuta.
 
Apesar das diferenças musicais, as divergências acabam por aí. Quando o assunto é preconceito todos têm a mesma opinião. Todos já sofreram preconceito, mas não ligam para isso. Os contatos virtual e real que o grupo possui, somente os fortalecem. A união é tão grande que eles são capazes de dividir o mesmo milk shake.
 
Estilo e recreações à parte, o “Emocore” também já teve representantes capixabas. Index, Segunda-feira e Mono são alguns dos exemplos citados por Guilherme Piccin, o hoje analista de sistemas, ex-integrante da Simple Present, outra banda por ele enquadrada como Emo.
 
Mas isso foi nos “velhos tempos”, entre 2002 e 2003, quando o estilo ainda não era marcado pelo visual, como é hoje.

“Antes, essas bandas conviviam com o movimento Punk Rock, faziam parte dele apesar de terem letras mais introspectivas. O público das bandas Emo, que nem era muito chamado assim, era o mesmo do hardcore. Quem ia aos shows dessas bandas era a mesma galera que ia ao show d’Os Pedrero” , lembra Guilherme.
 
A nova “roupagem” do Emo já não agrada ao antigo fã de bandas como Hateen. “Hateen era considerado Emo naquela época, mas não como é agora, eu tenho todos os cds deles, menos o último, e não quero ter”.
 
Questionado sobre o porquê do fim da convivência entre os Emos e o movimento Punk Rock do qual se originaram, Guilherme hesita um pouco. Mas qual seria a diferença geradora da rejeição total ao Emo por parte do Punk Rock? “Eles querem aparentar algo que não são, ser ‘cools’. É mais visual e menos musical”, explica Guilherme.
 
Manual do Emo iniciante

Quer saber como se tornar um Emo? Então clique no link abaixo e confira as características fundamentais para se tornar um!

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Quando o Punk Rock cedeu à melancolia

Abril 30, 2007

Letícia Gonçalves [leticia_jornal@yahoo.com.br]

Liege Nogueira [liege_nogueira@yahoo.com.br]

O movimento Punk Rock, como a maioria das escolas musicais que sobrevivem à contemporaneidade, adquiriu novas características, incorporou e desenterrou estilos. De uma dessas mudanças, o Emo surgiu.

Bandas como My Chemical Romance, Fall Out Boy e Panic! at the Disco ou, para citar alguns exemplos brasileiros,  Hateen, Emo. e NXzero , fazem sucesso entre o público de roupas pretas, lápis de olho e franja que esconde um dos olhos. A fórmula consiste em acordes rápidos e letras melódicas.

Mas o Emo não teve origem no século XXI, ao menos não como fenômeno pop. Desde os anos 1980, bandas que nasceram no movimento Punk Rock como Rites of Spring, Fugazi e Jawbreaker já adotavam letras introspectivas e vocais melódicos. Tudo isso teve início em Washington D.C. e na Califórnia, nos Estados Unidos.

De idéias contestadoras e políticas a relacionamentos. Essa é a principal mudança que 20 anos depois ainda domina o “Emocore”, origem da palavra Emo, uma referência às transformações que o Hardcore sofreu para dar origem ao estilo.

O Emo também passou por várias fases até se tornar o que é hoje. O visual, por exemplo, só começou a ser adotado amplamente nos últimos dois anos. Além de o estilo, a música é, acima de tudo, emotiva, sensível, capaz de mexer com os sentimentos humanos.


ROCKES

Abril 29, 2007

Liege Nogueira – [liege_nogueira@yahoo.com.br]

Procurava em um jornal impresso capixaba notícias sobre bandas de rock. No caderno de cultura encontrei meia página repleta de informações deste estilo musical. No entanto, a decepção foi quando li ”Viva o rock inglês”. E onde estão as matérias sobre o rock capixaba?

Com a facilidade que existe hoje para se ter acesso às mais diferentes informações, é possível estar por dentro das bandas nacionais e internacionais apenas com alguns minutos de pesquisa na internet. Isso torna fácil à imprensa do estado divulgar notícias de bandas renomadas. Agora, espera-se também que a mídia capixaba fale sobre bandas do Espírito Santo.

Mas isso não é somente culpa dos meios de comunicação. É inacreditável como o capixaba valoriza majoritariamente o que é de fora do ES. Poucas bandas como “Mukeka di Rato“, “Volume 7” são conhecidas por aqui. Algumas que já são famosas precisaram enfrentar o mercado nacional para serem respeitadas no estado, como é o caso do “Dead Fish“.

O “Camburi Clube”, o “Bar do Roney”, o “Rock Point”, situados em Vitória e Vila Velha, eram locais onde a galera do rock se reunia para tocar e bater papo. O que aconteceu? Foram fechados. Um recente bar que concentrava os roqueiros era o “Entre Amigos”. Resultado? Não existe mais também. Marcelo Buteri, um dos primeiros integrantes do movimento rock dos anos 90 no estado, lembra que “os locais de shows crescem e logo depois desaparecem”.

Dona Aparecida, produtora de eventos de rock do Espírito Santo e mãe de Leonardo da banda “Volume 7“, é um exemplo de luta no mundo do rock. Ela vem se empenhando para alavancar este estilo de música no estado.

O Brasil não é o país do rock. Muito menos o Espírito Santo. Buteri é contundente quando afirma que ”nunca o rock brasileiro vai chegar aos pés do rock americano porque o rock já está no sangue deles”. Contudo, não custa nada investir. Quem diria que a banda “Sepultura” faria tanto sucesso nos Estados Unidos?

Inacreditavelmente, mas faz. E isso só depende de nós roqueiros, imprensa, patrocinadores e, sobretudo, capixabas.

Leia mais - Posts sobre entrevista feita com Marcelo Buteri.

24/04 – Movimento punk metal hardcore rock: recente, mas com muita história.

25/04 – Roqueiros não falam a mesma língua

25/04 – Punk Rock em tempos de internet


O público ontem e hoje

Abril 25, 2007

Ronald Alves - [ronaldsalves@yahoo.com.br]

A cena do rock mudou nessas últimas décadas. Para Marcelo Buteri, antes havia uma rivalidade gratuita entre as bandas que ele não consegue explicar:

“Banda de Metal não dialogava com banda de punk rock, que achava que hard core era coisa de “playboy”. Por isso não se misturavam. Hoje isso não acontece mais. E é bem melhor assim”

Mas não foi só isso que aconteceu. O punk rock nasceu, na década de 1970, como música de forte cunho político, um instrumento artístico de protesto e revolta. De algumas alterações desse movimento, no decorrer dos anos 80, aparece o hard core, com músicas mais melódicas e letras que trocam o protesto característico pela emoção pessoal. É a partir daí que surge o emo, que se apropria desse som e adiciona elementos extra-musicais, como o visual característico. Para Buteri, emo é mais moda que música e tem muita influência da TV, com seus canais e programas de música e da internet.

“Tenho uma teoria que o emo nasceu na internet, no msn, no Orkut, essas coisas…”, brinca.

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Punk rock em tempos de internet

Abril 25, 2007

Ronald Alves [ronaldsalves@yahoo.com.br]

Em tempos de internet muita coisa muda. Conceitos, movimentos, moda, estilos de vida, modos de encarar a vida, numa velocidade que é própria da rede. E na música não é diferente. As formas de organização das bandas, a produção e a divulgação dos trabalhos é uma coisa nova. Até a relação com o publico muda. Marcelo Buteri, músico capixaba, de 28 anos, é dessa geração intermediária, que não nasceu com a internet, mas que pôde acompanhar o seu surgimento no cotidiano das bandas de rock aqui no estado.

Ele começou a tocar cedo, com 15 anos, num tempo muito distante, quando o acesso às tecnologias digitais era coisa de um futuro longínquo. Em meados dos anos 90, quando ele dava os primeiros passos no mundo do punk rock, lançar um CD com esse estilo musical era um sonho quase impossível. O processo de produção era muito caro. As gravadoras não apostavam em bandas novas – como hoje ainda não o fazem – e não havia muitas outras alternativas para mostrar o trabalho.

O que podia ser feito pelas bandas era gravar fitas k-7 com suas músicas e vender nos shows. Essas mesmas fitas podiam ser enviadas para as gravadoras mas, elas não estavam interessadas, lembra Marcelo.

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Roqueiros não falam a mesma língua

Abril 25, 2007

Juliana Farias – [juli.farias@yahoo.com.br]

Em um bate-papo com a turma do sétimo período de Comunicação Social da Ufes, o baterista das bandas “Os Pedrero” e “Take Me“, Marcelo Buteri, confessou que durante boa parte dos anos 90 existia uma rixa entre o pessoal de Vitória e o de Vila Velha. O baterista comentou, entre risos, que o amadurecimento levou esse mesmo pessoal a ver essas mesmas picuínhas como coisas ridículas e infantis.

Marcelo Buteri tocando em show da banda Os Pedrero - arquivo pessoal. Acesse mais fotos d’Os Pedrero

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24/04 – Movimento punk metal hardcore rock: recente, mas com muita história

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Movimento punk metal hardcore rock: recente, mas com muita história

Abril 24, 2007

Amanda Zambelli – [azjornal@yahoo.com.br]

Diversidade – Os estilos são tantos que para não me enganar e deixar alguém nervoso, preferi agregar logo todos ao título. A história punk rock no estado pode até ser recente, mas com certeza já tem muita coisa para contar. E quem deu uma força na hora de explicar (ou pelo menos tentar) de onde e como surgiu o movimento foi o Marcelo Buteri, atualmente professor por profissão e baterista em duas bandas capixabas por vocação.

Aos 28 anos, sem piercings ou tatuagens visíveis, de camisa pólo e com muita tranqüilidade, o baterista das bandas “Os Pedrero” (comunidade do orkut) e “TakeMe” (comunidade no orkut e MySpace) além de acabar com o estereótipo de que todos os que curtem um som mais “pesado” são revoltados, mostrou também que música é vontade, paixão, passar raiva, não ter dinheiro, mas principalmente, é muita diversão.

  • Vídeo clip desenvolvido para a banda Os Pedreiro veiculado na MTV

  • Take Me ao vivo no Armazem 5 em Vitória

ES – No estado, o movimento punk rock começou no final da década de 80 e se intensificou bastante ao longo dos anos 90, mesmo com a falta de informação e de tecnologia de que se dispõe atualmente. Bandas internacionais como Ramones, Mettallica, Nirvana, Iron Maiden, Kiss, Bad Religion, Pennywise, Pearl Jam foram influência marcante no surgimento desses estilos no Espírito Santo – acesse no site Roda Punk nomes de algumas bandas capixabas.

Havia rivalidade entre bandas de metal, punk e hardcore e até entre municípios. Buteri explica que havia preconceito, mas não no sentido musical, e sim entre os “playboys” de Vitória e os “podrões” de Vila Velha. Hoje, aos 28 anos, ele acha graça dessa “rixa”.

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Um especial em processo

Abril 21, 2007

Ezequiel Vieira – [ezvieira@hotmail.com]

Batizar é uma coisa difícil. Têm horas em que tudo mundo tem alguma sugestão. Outras em que o silêncio impera – ou um pouco dessas duas coisas também. A minha ingrata missão foi a de criar um blog para a turma postar conteúdos que no final do período vai constituir um especial – veja mais na página Equipe.

Fui perguntar a um colega, via bilhete em sala de aula, uma sugestão de nome. Sádico, ele se esquiva e devolve – mas que conceito você quer dar?. Ah! quero um nome que tenha implícito a idéia de multiplicidade, cooperação, cultura do espalhe etc…. tentando lembrar também que é um laboratório de online. O esquivamento continuou.

No mesmo dia usei minhas contas de messenger reunidas no meebo pra encher o saco de quem ia encontrando. Achei minha colega Paula Lima. Esse bate-papo não poderia ter sido mais produtivo e foi dele que nasceu o nome para esse blog – “VibeRock . Vibrações Inteligentes Beneficiando a Existência. Um ESPECIAL sobre Rock”.

Um conceito de cooperação nascido em um espaço clássico para isso.

Eis o processo de criação: Leia o resto deste post »