A trajetória da Caverna

Maio 1, 2007

A CavernaPriscila Gonçalves [pris_jornal@yahoo.com.br]

Era uma casa muito engraçada, não tinha teto, não tinha nada”. A musiquinha infantil, parece ter sido feita para a Caverna. O primeiro bar, pequeno e precário de recursos – daí a origem do nome – surgiu no Centro de Vitória, em 2004. Mas a habilidade com as mãos e a criatividade de Simpson, deram vida ao ambiente, tornando-o praticamente um castelo inglês.

“Sou criador nato”, diz Simpson em seu perfil no Orkut

A Caverna logo começou a movimentar o local, com apresentação de bandas de hardcore, punk, gótico e metal. Mas o ambiente que era de diversão começou a ficar “pesado”, com assaltos aos clientes e ao próprio estabelecimento, além de tráfico de drogas em seus arredores. A solução foi mudar a localização da Caverna, que, em outubro de 2006, começou a funcionar em Jucutuquara.

A casa que deu origem ao atual bar, foi totalmente reformada por Simpson. Paredes foram demolidas e construídas dando espaço a portais em forma de arcos. E as paredes que ficaram foram recobertas por tijolos pintados ou espumas cortadas, mantendo o ar medieval, reforçado pelas espadas e machados pregados na parede, próximo ao teto.

A decoração é o sucesso do meu bar, diz o dono

 

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Opções da Caverna

Maio 1, 2007

Priscila Gonçalves [pris_jornal@yahoo.com.br]

É fácil perceber que a Caverna quer agradar a gregos e troianos. De segunda a sábado, o bar oferece uma diferenciada gama de opções para curtir uma noite de rock.

 Se você quer ouvir um som novo, a melhor pedida é ir à Caverna nas quintas, sextas e sábados, quando as bandas se apresentam.  Mas se você quer apenas sentar com os amigos, beber uma cervejinha e relaxar, sinta-se à vontade

Uma boa pedida é saborear o churrasco e a empanada argentina, que o dono do bar, Simpson, faz questão de frisar que não é um simples pastel. 

E que tal criar seu próprio repertório e compartilhar com todo o bar suas músicas preferidas? É só inserir uma ficha na amarela caixa de música e pronto. Mas se você não quer só ouvir, mas ver, o bar oferece ainda dois DVDs no em seu interior, em que são passados clips musicais, e uma TV a cabo na parte externa, caso esteja rolando um joguinho de futebol. Para completar, duas mesas de sinuca estão à disposição de quem quer aproveitar a noite jogando com os amigos e ouvindo um som. Isso pelo preço de uma ficha.

 

Leia Mais:

02/05 – Os frequentadores


Uma questão de estilo

Maio 1, 2007

Geise Frigini - [geisefrigini@hotmail.com]

Nathália Poloni - [nathaliapoloni@hotmail.com]

Marcelle Susan, Juliana, Luana chamam a atenção por onde passam por causa do seu estilo inusitado 

As amigas L�via Beatriz, Vanessa dos Santos, Jordana Ol�via, Gisele Baltoã contam histórias sobre o preconceito que elas sofrem

Qual a sua reação ao ver um jovem na rua, em um restaurante, loja, supermercado ou qualquer outro lugar público vestido com roupas pretas, tênis All Star e maquiagem pesada?

( ) Acha super natural e concorda que a pessoa tem atitude e é descolada

( ) Não acha nada, considera que o modo como as pessoas se vestem não é problema seu

( ) Fica super indignado e fica pensando como alguém pode se vestir daquele jeito, que é uma afronta a moral e aos bons costumes da sociedade

Muitos jovens que curtem rock, qualquer que seja o estilo, e se vestem de maneira diferente, já foram alvo de críticas e agressões de pessoas que se identificam com a última opção. Casos não faltam para confirmar o preconceito sofrido por quem curte esse estilo por parte da sociedade. Jordana Olívia, que tem 19 anos e gosta do rock gótico, já coleciona uma série de histórias, que ela conta entre gargalhadas.  “A gente ouve muitas repreensões por se vestir desta maneira. Seja na escola, no ônibus ou ainda na rua”.

“Teve uma dia que eu estava no Terminal e uma mulher olhou para mim e disse –  minha Nossa Senhora! – daí a filhinha dela olhou para ela e falou – mamãe, hoje é sexta-feira 13, dia da bruxas! – então eu virei para a menininha e falei – é verdade, eu sou a bruxa! Caramba, a menina começou a chorar na hora”, conta Jordana para suas amigas, entre risadas.

Juliana, 15 anos, também já foi alvo de preconceito várias vezes.

“Uma vez, eu estava sentada no ônibus e um menino da minha escola começou a jogar casca de mexerica em cima de mim. Ele jogou uma, duas vezes e eu fiquei quieta. Na terceira vez não agüentei. Virei para trás e cuspi na cara dele! Só assim ele parou de me importunar”.

Família

Conflitos ou qualquer tipo de discriminação por parte dos pais não fazem parte da rotina das duas adolescentes. Elas garantem que o pai e a mãe aceitam na boa o seu estilo de vida e de roupa. “Quando eu coloquei o meu piercing, meu pai não falou nada. Ele não discordou da minha atitude. Só pediu para que eu não fizesse tatuagem logo, porque é algo definitivo, tem que estar certo da sua escolha”, diz Jordana.

Emos

Entre as tribos do rock, o principal alvo de críticas e preconceito são os admiradores de emocore. Os emos, como são chamados, sofrem todo o tipo de acusação. É comum ouvir entre os roqueiros afirmações ofensivas sobre o estilo, a orientação sexual e o tipo de som que eles ouvem.Já se tornou comum todos os emos serem rotulados de gays. Luana, 14 anos, é emo e participa dos encontros da tribo no Shopping Vitória, todos os sábados.  Ela conta que alguns amigos são homossexuais, mas isso não é maioria entre a galera emo.Os outros grupos que freqüentam o Shopping Vitória evitam se misturar com os emos e se ofendem quando são confundidos com eles. Existe ainda um grupo de roqueiros que vão ao local para agredir os admiradores de emocore. Luana e a amiga Marcelle Susan, 15 anos, dizem que uma amiga emo foi até agredida por causa do seu estilo. Também existe a galera que acha que o preconceito não está com nada. Uma delas é Juliana, que é gótica industrial e usa roupas e acessórios exagerados e maquiagem pesada. Ela tem amigos emos e sempre sai com eles, apesar da diferença de estilos. No entanto, Juliana reclama dos “emos de modinha”, aquelas pessoas que aderem ao estilo emocore só porque está na moda.

Emocore – O nome é uma variação do “hardcore emocional”. Porém, o termo “emo” sempre foi considerado pejorativo. Essa vertente sentimental do rock’n’roll  vêm ganhando muitos adeptos aqui no Brasil. Bandas como NX Zero, Fresno e Forfun estão entre as preferidas dessa tribo, além da banda americana Simple Plan. Os fãs se identificam com as letras das músicas que falam de romances, do relacionamento entre pais e filhos e de outros sentimentos comuns na adolescência.

Leia também:

01/05 – Emo 


Casas de show sobreviventes

Maio 1, 2007

Juliana Farias [juli.farias@yahoo.com.br]

UDORAFoto: Flickr 

Segundo Marcelinho, o problema das casas de show é a ganância do produtor. “Querem cobrar preços que a galera não pode pagar, então estes acabam desistindo de ir e tudo se perde: o nosso trabalho, o público e o rock”, desabafa o baterista de Take Me e Os Pedrero. Ainda em funcionamento, em Vitória, encontram- se o Teacher’s Pub que mantém um projeto: o Domingo é dia de rock, com apresentação de sete a oito bandas por dia, no valor de ingresso de R$ 7,00. E o Clube Centenário que, de vez em quando, consegue trazer shows de rock de outros estados para Vitória e divulga um pouco das bandas locais. Mais recentemente, teve o show da banda mineira Udora, que foi para os Estados Unidos tentar viver de música e há quatro meses voltaram as terras brasileiras depois da consolidação da carreira por lá.

Leia mais:

25/04 - Roqueiros não falam a mesma língua

29/04 - ROCKES

01/05 - Onde encontrar eventos de rock


Emo

Maio 1, 2007

Fotos: Flickr  

Por Juliana Farias [juli.farias@yahoo.com.br]

O estilo certinho, a moda que está em todo o lugar, o cabelo arrumadinho, as roupas da cor rosa para os meninos e preta para as meninas não têm sido bem aceitas pela comunidade roqueira.

Na  apresentação do projeto”domingo é dia de rock“,  no Teacher’s Pub, 22/4,  foi visível o preconceito e a não aceitação dos emos entre os metaleiros presentes. Os comentários sobre um emo que apareceu para conferir o show eram: “nossa que cara ridículo, tá de rosa, que horrível, fala sério” e ainda que o tal rapaz era “filhinho de mamãe”. Claro, depois todos caíam na gargalhada. 

O sentimento mais evidenciado foi a discriminação. Resta saber, existe ciúme dos outros sub-gêneros do rock pelo sucesso e moda dos emos, ou é tudo por uma questão de não atingir a raiz de protesto do rock?

Leia mais:

30/04 - Quando o punk rock cedeu a melancolia

30/04 - o Espírito emo em terras capixabas


Onde encontrar eventos de Rock?

Maio 1, 2007

Juliana Farias - [juli.farias@yahoo.com.br]

Procurando a sua tribo?

Silver Mount Zion Orchestra And Tra-La-La Band With Choir's 130th Live ShowFoto: Flickr

Antimofo:  

Quem sou eu:  aquele que te avisa das baladas da antimofo
Contato: antimofo@gmail.com
 

Atitude 

Quem sou eu:  foi criado pela galera de Vila Velha com o objetivo de divulgar bandas e shows independentes, além de criar um vínculo de amizade os participantes.

Contato: contatoatitutedivulga@gmail.com