Formas diferentes de divulgação na cena independente

Maio 30, 2007

Juliana Farias - [juli.farias@yahoo.com.br]

O Punk Rock não inaugurou apenas um estilo de rock. O estilo também é pioneiro na iniciativa de buscar por espaços de autonomia para a produção de cultura e subjetividade. Bem na filosofia do “Faça você mesmo!”

Nesta linha e a partir da ampliação do acesso às novas tecnologias, muitos dos chamados amadores passam a usar dessas novas ferramentas para produzirem seus vídeos, músicas e textos disponibilizando-os em rede – youtube, blogs, fotologs, podcast e myspace.

É nesse sentido que aumenta a divulgação de materiais pela internet. O crescente número de blogs, fotologs e sites brasileiros indicam como os jovens, principalmente, estão inseridos nas networks e listas de divulgação de produtoras dos estilos de que mais gosta.

Um exemplo desta nova modalidade de divulgação de projetos é a produtora Atitute! Eventos que usa Orkut, fotologs, e blogs para a divulgar os eventos da cena independente capixaba.

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A fusão perfeita entre rock e anime

Maio 3, 2007

Gabriely Sant’Ana – [gabrielysc@hotmail.com]

Há uma relação muito estreita entre o rock em geral e os animes e mangás – versões japonesas dos conhecidos desenhos animados e HQs. Onde existe um, ali está o outro. Posso até chegar a pretensiosa conclusão de que não há um rockeiro/metaleiro/punk/gótico/grunge/emo (…) que se preze que não seja apaixonado por esta arte. É pré-requisito.

Temos os infinitos exemplos de animações “caseiras” que podem comprovar. Os vídeos mesclam imagens de animes e alguma música que combine com a seqüência ou história do personagem. O YouTube tem várias delas e até eu, pobre amadora, já me aventurei a fazer algumas. Existem das mais requintadas, que são montagens de vários frames de uma temporada inteira, às simples inserções de outro áudio numa abertura do anime – esse foi o meu caso, mas que ainda não tive coragem de postar na internet.

  • Alguns destes clipes você pode conferir na aba vídeos do VibeRock.

Também é importante prestar atenção na trilha de alguns animes. Se você não curte muito, pelo menos veja a abertura de Full Metal Alchemist, Bleach e X TV. Impossível dissociar. E tem também a histórica parceria entre o vocalista da banda Angra, Edu Falaschi, e o anime mais famoso do Brasil, a lenda para quem teve a sua infância entre os anos 80 e 9o. Os Cavaleiros do Zodíaco.

A voz de Falaschi encaixou tão bem com a saga que os fãs exigiram que ele voltasse a cantar no novo filme dos cavaleiros, o Prólogo do Céu. E não há um show sequer em solo brasileiro em que a banda escape de entoar este hino de uma geração.


Movimento punk metal hardcore rock: recente, mas com muita história

Abril 24, 2007

Amanda Zambelli – [azjornal@yahoo.com.br]

Diversidade – Os estilos são tantos que para não me enganar e deixar alguém nervoso, preferi agregar logo todos ao título. A história punk rock no estado pode até ser recente, mas com certeza já tem muita coisa para contar. E quem deu uma força na hora de explicar (ou pelo menos tentar) de onde e como surgiu o movimento foi o Marcelo Buteri, atualmente professor por profissão e baterista em duas bandas capixabas por vocação.

Aos 28 anos, sem piercings ou tatuagens visíveis, de camisa pólo e com muita tranqüilidade, o baterista das bandas “Os Pedrero” (comunidade do orkut) e “TakeMe” (comunidade no orkut e MySpace) além de acabar com o estereótipo de que todos os que curtem um som mais “pesado” são revoltados, mostrou também que música é vontade, paixão, passar raiva, não ter dinheiro, mas principalmente, é muita diversão.

  • Vídeo clip desenvolvido para a banda Os Pedreiro veiculado na MTV

  • Take Me ao vivo no Armazem 5 em Vitória

ES – No estado, o movimento punk rock começou no final da década de 80 e se intensificou bastante ao longo dos anos 90, mesmo com a falta de informação e de tecnologia de que se dispõe atualmente. Bandas internacionais como Ramones, Mettallica, Nirvana, Iron Maiden, Kiss, Bad Religion, Pennywise, Pearl Jam foram influência marcante no surgimento desses estilos no Espírito Santo – acesse no site Roda Punk nomes de algumas bandas capixabas.

Havia rivalidade entre bandas de metal, punk e hardcore e até entre municípios. Buteri explica que havia preconceito, mas não no sentido musical, e sim entre os “playboys” de Vitória e os “podrões” de Vila Velha. Hoje, aos 28 anos, ele acha graça dessa “rixa”.

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