Nada de sexo e drogas: só muito rock ‘n’ roll

Maio 2, 2007

Camila Fregona [camila_fregona@yahoo.com.br]

A velha máxima “sexo, drogas e rock ‘n’ roll” ganha uma nova versão na Caverna do Simpson. Quem pensa que o ambiente dos roqueiros é um espaço onde “tudo pode rolar” tem uma impressão diferente quando conhece o bar. Os amantes do rock podem desfrutar do espaço à vontade, mas algumas regras devem ser respeitadas.

“Drogas no bar não rolam; nem brigas e nem putaria”.

Essa preocupação de Jorge Simpson tem um motivo especial: manter um ambiente familiar. Mas esta postura também colabora para que seja desmistificada a imagem das pessoas que freqüentam e curtem o mais puro rock and roll.

“O bar é lugar familiar. É comandado e atendido por uma família”. 

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O contato com as bandas

Maio 2, 2007

Camila Fregona [camila_fregona@yahoo.com.br]

No início da Caverna eram os amigos de Simpson que tinham contato com as bandas novas e as convidavam pra tocar no bar. Depois, o famoso ‘boca a boca’ foi espalhando o espaço para o público mais alternativo. Com a internet, tudo ficou mais fácil. Os fotologs, blogs, perfis e comunidades do Orkut abastecem o público com informações, fotos, vídeos e as músicas das bandas. Isso facilita bastante conhecer o trabalho dos iniciantes e manter contato. 

A internet é fundamental. O bar funciona através da internet. Atinge o público alvo. Enquetes e debates também são feitos. Não somos totalmente comerciantes

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Os freqüentadores

Maio 2, 2007

Priscila Gonçalves [pris_jornal@yahoo.com.br]

  

“Espaço cultural onde músicos, poetas, atores e boêmios se encontram para apresentar seus trabalhos. A Caverna do Simpson é um Pub temático que abraça todos os tipos de artistas e pessoas”. (Comunidade do Orkut “Caverna do Simpson”) 

Heterogêneo. Assim pode ser caracterizado o público da Caverna. Pessoas de várias idades e estilos freqüentam o local, desde os roqueiros mais estilosos, passando por pessoas despojadas, vestindo bermuda e sandálias de dedo, até o pessoal mais engomadinho, de roupa social. O bar conseguiu criar um ambiente tão familiar que até os vizinhos, que ficaram receosos com sua abertura no tradicional bairro de Jucutuquara, tornaram-se freqüentadores assíduos, e mudaram o seu conceito de que rock é coisa de baderneiros.  

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Uma caverna, uma família

Maio 2, 2007

Camila Fregona [camila_fregona@yahoo.com.br]

 A família Simpson trabalha unida. Já deu pra perceber que não se trata dos Simpsons do famoso desenho animado norte-americano. E nem de longe há semelhanças. A família da ficção é estadunidense e a origem do clã que dá nome à caverna é inglesa. Tudo começou quando o Simpson pai saiu da Europa para criar cavalos na Argentina. Apaixonou-se por uma hermana e dessa união nasceu Jorge Simpson – o da Caverna.  Hoje, a família Simpson é composta por cinco membros. Seu lar? A Caverna. Moram numa casa em cima do bar. Essa forte ligação fica bem clara na conversa com o carismático proprietário.   

“A caverna representa o que eu sou, de onde eu vim. O bar é minha identidade”

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A trajetória da Caverna

Maio 1, 2007

A CavernaPriscila Gonçalves [pris_jornal@yahoo.com.br]

Era uma casa muito engraçada, não tinha teto, não tinha nada”. A musiquinha infantil, parece ter sido feita para a Caverna. O primeiro bar, pequeno e precário de recursos – daí a origem do nome – surgiu no Centro de Vitória, em 2004. Mas a habilidade com as mãos e a criatividade de Simpson, deram vida ao ambiente, tornando-o praticamente um castelo inglês.

“Sou criador nato”, diz Simpson em seu perfil no Orkut

A Caverna logo começou a movimentar o local, com apresentação de bandas de hardcore, punk, gótico e metal. Mas o ambiente que era de diversão começou a ficar “pesado”, com assaltos aos clientes e ao próprio estabelecimento, além de tráfico de drogas em seus arredores. A solução foi mudar a localização da Caverna, que, em outubro de 2006, começou a funcionar em Jucutuquara.

A casa que deu origem ao atual bar, foi totalmente reformada por Simpson. Paredes foram demolidas e construídas dando espaço a portais em forma de arcos. E as paredes que ficaram foram recobertas por tijolos pintados ou espumas cortadas, mantendo o ar medieval, reforçado pelas espadas e machados pregados na parede, próximo ao teto.

A decoração é o sucesso do meu bar, diz o dono

 

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Opções da Caverna

Maio 1, 2007

Priscila Gonçalves [pris_jornal@yahoo.com.br]

É fácil perceber que a Caverna quer agradar a gregos e troianos. De segunda a sábado, o bar oferece uma diferenciada gama de opções para curtir uma noite de rock.

 Se você quer ouvir um som novo, a melhor pedida é ir à Caverna nas quintas, sextas e sábados, quando as bandas se apresentam.  Mas se você quer apenas sentar com os amigos, beber uma cervejinha e relaxar, sinta-se à vontade

Uma boa pedida é saborear o churrasco e a empanada argentina, que o dono do bar, Simpson, faz questão de frisar que não é um simples pastel. 

E que tal criar seu próprio repertório e compartilhar com todo o bar suas músicas preferidas? É só inserir uma ficha na amarela caixa de música e pronto. Mas se você não quer só ouvir, mas ver, o bar oferece ainda dois DVDs no em seu interior, em que são passados clips musicais, e uma TV a cabo na parte externa, caso esteja rolando um joguinho de futebol. Para completar, duas mesas de sinuca estão à disposição de quem quer aproveitar a noite jogando com os amigos e ouvindo um som. Isso pelo preço de uma ficha.

 

Leia Mais:

02/05 – Os frequentadores