Filosofia “Peter Pan” no CD de estréia da banda Strike

Junho 6, 2007

Gustavo Gouveia – [guga_gouveia@yahoo.com.br]

O mais novo nome do Rio-core, a banda Strike, estréia com um álbum de alta qualidade de gravação e produção em suas 11 faixas. Muitas programações eletrônicas, toques de teclado e alguns violões dão um toque especial ao restante do som.

O carro chefe do CD é “Paraíso Proibido”, música que resume o álbum – videoclip abaixo. A música conta também com uma comunidade no orkut onde se reúnem quase 5 mil pessoas.

Além de programações eletrônicas  em “Paraíso Proibido” se tem os famosos “scratches”, típico dos dj´s de hip hop, aliado a vocais de ragga. A mistura faz lembrar o primeiro CD do Good Charlotte, que abusa destes elementos.

  • As outras faixas do álbum

Aquela História” é um punk pop direto, sem enfeites eletrônicos, e com ótima melodia vocal. A faixa que mais se difere das demais músicas do álbum é “O Jogo Virou”. Isso porque, apesar dos aparatos eletrônicos e scratches, a música foi toda tocada em violão. A mensagem da letra é típica do Rio-Core e contém influências inegáveis da banda Sublime.

O Teu Olhar” é a faixa que representa o hardcore melódico na bolachinha e se identifica notoriamente com o New Found Glory de “Sticks and Stones”.

Com toda essa diversidade musical em seu CD de estréia, a Strike tem tudo para triunfar não só dentro do público de punk rock, pois a super produção – superior às demais bandas do Rio-core – deixou o álbum altamente comerciável. “Desvio de Conduta” cairá como uma luva para uma nova geração que se identifica com um som jovem, e um jeito “Peter Pan” de ser.


O estilo Rio-core de ser

Junho 6, 2007

Gustavo Gouveia – [guga_gouveia@yahoo.com.br]

Um sem-número de caracterizações surgem quando se tenta definir algumas vertentes musicais. E não é difícil que o efeito seja contrário ao que se possa pretender. Buscar definir em qual estilo se encaixa certa banda pode gerar muita confusão – como já vi em vários fóruns musicais espalhados pela net. Dentro do punk rock/hardcore não é diferente.

E agora, para embaralhar de vez a cabeça dos ouvintes, os tupiniquins inventam o termo Rio-core.

Definição – O Rio-core, assim como os outros subgêneros do punk/hardcore, tem as suas peculiaridades. É um punk rock pop e alto-astral que traduz o espírito de diversão e descontração associado ao carioca. Às vezes as bandas utilizam até influências de reggae. Com menos lirismo, as letras passam mensagens diretas e abusam de gírias e expressões características dos adolescentes e jovens locais. Não que as bandas desse subgênero só possam ser cariocas, mas precisam se encaixar nesse espírito.

Em geral, o público desse segmento é adolescente de classe média que é identificado pelo som “curtição”, a filosofia “Peter Pan” e as mensagens hedonistas das músicas.

Características – Não existe um estilo que caracterize o modo de se vestir desse público – o que acontece com Emocore, por exemplo. O som atinge a várias tribos além dos roqueiros, como surfistas, skatistas, “jiu-jiteiros” e até baladeiros.

As principais representantes do Rio-core são Forfun, Darvin e Dibob do Rio de Janeiro, e Strike, de Minas Gerais. O estilo se popularizou após o lançamento de “Teoria Dinâmica Gastativa”, primeiro CD da banda Forfun, que estourou na mídia televisiva com o clipe da música “História de Verão”. Clipe e música resumem bem o estilo: a música se utiliza de uma linguagem bem adolescente e descolada enquanto que o clipe representa o hedonismo juvenil ao reproduzir uma típica festa de classe média com muita diversão e azaração.

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Maio 30, 2007

Geise Frigini - [geisefrigini@yahoo.com.br]

Liege Nogueira – [liege_logueira@yahoo.com.br]

Nathália Poloni – [nathaliapoloni@hotmail.com]

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Muito preto, vermelho e xadrez, como dos dois roqueiros da foto estão vestidos, definem um pouco o estilo rock de ser. Adereços e acessórios fazem parte deste mundo musical que se mistura com a moda e a personalidade.  


Maio 30, 2007

Geise Frigini - [geisefrigini@yahoo.com.br]

Liege Nogueira - [liege_logueira@yahoo.com.br]

Nathália Poloni - [nathaliapoloni@hotmail.com]

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Os góticos aderem a uma estética sombria, essencialmente baseada no negro, com acessórios referentes a filmes de estilo futurista, como no caso de cybergoths. Cabelos compridos e coloridos também compõem o visual. A garotada da foto segue fielmente o que dita a moda gótica.


No melhor estilo faça você mesmo

Maio 5, 2007

João Costa – [joaoffc@yahoo.com.br]

Pouca estrutura de palco, com iluminação baixa, na maioria das vezes feita por um jogo de luz fraco. Palco tão baixo e pequeno que faz o músico se diferenciar da platéia apenas pelo instrumento. Caixas de som trazidas pelas próprias bandas. Estrutura física a desejar, porém com muita performance, riffs, melodias, pegada, feeling e, principalmente, prazer. Assim é a maioria dos shows no cenário do rock alternativo, que possui bandas e músicos à margem da indústria fonográfica. Não tocam nas grandes rádios e não têm muita voz na mídia. Mas, em seus espaços de divulgação cultural, dão seus recados e utilizam dos recursos ao alcance para se fazerem conhecidos pelo seu público.

  • Banda Forgotten Land em apresentação no bar Anchietinha, em Vitória – uso de recursos simples e proximidade com o público.

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Uma questão de estilo

Maio 1, 2007

Geise Frigini - [geisefrigini@hotmail.com]

Nathália Poloni - [nathaliapoloni@hotmail.com]

Marcelle Susan, Juliana, Luana chamam a atenção por onde passam por causa do seu estilo inusitado 

As amigas L�via Beatriz, Vanessa dos Santos, Jordana Ol�via, Gisele Baltoã contam histórias sobre o preconceito que elas sofrem

Qual a sua reação ao ver um jovem na rua, em um restaurante, loja, supermercado ou qualquer outro lugar público vestido com roupas pretas, tênis All Star e maquiagem pesada?

( ) Acha super natural e concorda que a pessoa tem atitude e é descolada

( ) Não acha nada, considera que o modo como as pessoas se vestem não é problema seu

( ) Fica super indignado e fica pensando como alguém pode se vestir daquele jeito, que é uma afronta a moral e aos bons costumes da sociedade

Muitos jovens que curtem rock, qualquer que seja o estilo, e se vestem de maneira diferente, já foram alvo de críticas e agressões de pessoas que se identificam com a última opção. Casos não faltam para confirmar o preconceito sofrido por quem curte esse estilo por parte da sociedade. Jordana Olívia, que tem 19 anos e gosta do rock gótico, já coleciona uma série de histórias, que ela conta entre gargalhadas.  “A gente ouve muitas repreensões por se vestir desta maneira. Seja na escola, no ônibus ou ainda na rua”.

“Teve uma dia que eu estava no Terminal e uma mulher olhou para mim e disse –  minha Nossa Senhora! – daí a filhinha dela olhou para ela e falou – mamãe, hoje é sexta-feira 13, dia da bruxas! – então eu virei para a menininha e falei – é verdade, eu sou a bruxa! Caramba, a menina começou a chorar na hora”, conta Jordana para suas amigas, entre risadas.

Juliana, 15 anos, também já foi alvo de preconceito várias vezes.

“Uma vez, eu estava sentada no ônibus e um menino da minha escola começou a jogar casca de mexerica em cima de mim. Ele jogou uma, duas vezes e eu fiquei quieta. Na terceira vez não agüentei. Virei para trás e cuspi na cara dele! Só assim ele parou de me importunar”.

Família

Conflitos ou qualquer tipo de discriminação por parte dos pais não fazem parte da rotina das duas adolescentes. Elas garantem que o pai e a mãe aceitam na boa o seu estilo de vida e de roupa. “Quando eu coloquei o meu piercing, meu pai não falou nada. Ele não discordou da minha atitude. Só pediu para que eu não fizesse tatuagem logo, porque é algo definitivo, tem que estar certo da sua escolha”, diz Jordana.

Emos

Entre as tribos do rock, o principal alvo de críticas e preconceito são os admiradores de emocore. Os emos, como são chamados, sofrem todo o tipo de acusação. É comum ouvir entre os roqueiros afirmações ofensivas sobre o estilo, a orientação sexual e o tipo de som que eles ouvem.Já se tornou comum todos os emos serem rotulados de gays. Luana, 14 anos, é emo e participa dos encontros da tribo no Shopping Vitória, todos os sábados.  Ela conta que alguns amigos são homossexuais, mas isso não é maioria entre a galera emo.Os outros grupos que freqüentam o Shopping Vitória evitam se misturar com os emos e se ofendem quando são confundidos com eles. Existe ainda um grupo de roqueiros que vão ao local para agredir os admiradores de emocore. Luana e a amiga Marcelle Susan, 15 anos, dizem que uma amiga emo foi até agredida por causa do seu estilo. Também existe a galera que acha que o preconceito não está com nada. Uma delas é Juliana, que é gótica industrial e usa roupas e acessórios exagerados e maquiagem pesada. Ela tem amigos emos e sempre sai com eles, apesar da diferença de estilos. No entanto, Juliana reclama dos “emos de modinha”, aquelas pessoas que aderem ao estilo emocore só porque está na moda.

Emocore – O nome é uma variação do “hardcore emocional”. Porém, o termo “emo” sempre foi considerado pejorativo. Essa vertente sentimental do rock’n’roll  vêm ganhando muitos adeptos aqui no Brasil. Bandas como NX Zero, Fresno e Forfun estão entre as preferidas dessa tribo, além da banda americana Simple Plan. Os fãs se identificam com as letras das músicas que falam de romances, do relacionamento entre pais e filhos e de outros sentimentos comuns na adolescência.

Leia também:

01/05 – Emo 


Punk rock em tempos de internet

Abril 25, 2007

Ronald Alves [ronaldsalves@yahoo.com.br]

Em tempos de internet muita coisa muda. Conceitos, movimentos, moda, estilos de vida, modos de encarar a vida, numa velocidade que é própria da rede. E na música não é diferente. As formas de organização das bandas, a produção e a divulgação dos trabalhos é uma coisa nova. Até a relação com o publico muda. Marcelo Buteri, músico capixaba, de 28 anos, é dessa geração intermediária, que não nasceu com a internet, mas que pôde acompanhar o seu surgimento no cotidiano das bandas de rock aqui no estado.

Ele começou a tocar cedo, com 15 anos, num tempo muito distante, quando o acesso às tecnologias digitais era coisa de um futuro longínquo. Em meados dos anos 90, quando ele dava os primeiros passos no mundo do punk rock, lançar um CD com esse estilo musical era um sonho quase impossível. O processo de produção era muito caro. As gravadoras não apostavam em bandas novas – como hoje ainda não o fazem – e não havia muitas outras alternativas para mostrar o trabalho.

O que podia ser feito pelas bandas era gravar fitas k-7 com suas músicas e vender nos shows. Essas mesmas fitas podiam ser enviadas para as gravadoras mas, elas não estavam interessadas, lembra Marcelo.

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Movimento punk metal hardcore rock: recente, mas com muita história

Abril 24, 2007

Amanda Zambelli – [azjornal@yahoo.com.br]

Diversidade – Os estilos são tantos que para não me enganar e deixar alguém nervoso, preferi agregar logo todos ao título. A história punk rock no estado pode até ser recente, mas com certeza já tem muita coisa para contar. E quem deu uma força na hora de explicar (ou pelo menos tentar) de onde e como surgiu o movimento foi o Marcelo Buteri, atualmente professor por profissão e baterista em duas bandas capixabas por vocação.

Aos 28 anos, sem piercings ou tatuagens visíveis, de camisa pólo e com muita tranqüilidade, o baterista das bandas “Os Pedrero” (comunidade do orkut) e “TakeMe” (comunidade no orkut e MySpace) além de acabar com o estereótipo de que todos os que curtem um som mais “pesado” são revoltados, mostrou também que música é vontade, paixão, passar raiva, não ter dinheiro, mas principalmente, é muita diversão.

  • Vídeo clip desenvolvido para a banda Os Pedreiro veiculado na MTV

  • Take Me ao vivo no Armazem 5 em Vitória

ES – No estado, o movimento punk rock começou no final da década de 80 e se intensificou bastante ao longo dos anos 90, mesmo com a falta de informação e de tecnologia de que se dispõe atualmente. Bandas internacionais como Ramones, Mettallica, Nirvana, Iron Maiden, Kiss, Bad Religion, Pennywise, Pearl Jam foram influência marcante no surgimento desses estilos no Espírito Santo – acesse no site Roda Punk nomes de algumas bandas capixabas.

Havia rivalidade entre bandas de metal, punk e hardcore e até entre municípios. Buteri explica que havia preconceito, mas não no sentido musical, e sim entre os “playboys” de Vitória e os “podrões” de Vila Velha. Hoje, aos 28 anos, ele acha graça dessa “rixa”.

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