In English, please – “The Vintages”

Junho 21, 2007

Alex Nakaóka - [alexdefabri@yahoo.com.br] 

Bateria checada. Câmera na mão. Destino: Vila Velha. É para a mais antiga cidade do Estado que parto para a terceira filmagem da nossa série de “Punk Rock”. É final de tarde de um domingo – 20 de maio. Com bastante coragem pego o Transcol 507, que nem de longe parece o ônibus lotado dos dias de semana e vou entrevistar mais uma banda, que se enquadra no estilo “Bubble Gum” (som que bate e gruda, segundo os próprios músicos).

Chego no terminal e me encontro com o vocalista e guitarrista da banda “The Vintages”, Marcelo Durão. Juntos, partimos pra outra viagem, até o estúdio alugado onde a banda realiza seus ensaios.

Ao chegar no estúdio, conheço o resto da banda. O guitarrista Pedro Henrique (“Peu”), o baterista Róbson Simões (“Tibil”) e o baixista Rodrigo Giuberti começam a preparar seus instrumentos, em meio a gozações com Durão, que demora alguns minutos pra afinar sua guitarra.

O começo do ensaio é rápido, afinal, sem estúdio próprio, tempo significa dinheiro.
A banda se empolga ao tocar canções como “From My Heart”, “Get Out”, “Stop Complaining” e “Hey Hey Girl”, todas em inglês, opção escolhida por fazer parte, segundo os próprios integrantes, do estilo da música, que busca relembrar coisas antigas e bandas como Ramones, que são a sua fonte maior de inspiração.

Após o ensaio e uma arrumação rápida dos instrumentos, a banda se prepara para a entrevista.

Alex Nakaóka: Como surgiu a banda?

The Vintages: A gente tinha uma banda de hardcore e ensaiava na casa de um amigo nosso. Depois dos ensaios a gente ficava tocando Ramones. E o nosso estilo é parecido com os Ramones. Daí, no final de 1999, surgiu a banda. Leia o resto deste post »


“Acho que o caminho no Brasil é para o fim dos cds”, diz baterista

Maio 30, 2007

Juliana Farias - [juli.farias@yahoo.com.br]

A democratização dos meios de produção abre espaço para que as pessoas tenham acesso mais facilmente a internet e aos dispositivos de distribuição em rede. Agora é possível produzir vídeos, publicar livros e gravar músicas na plataforma Web.

Sites como Itunes (música), Youtube (video), Orkut (relacionamentos) e Lulu.com (editoração) atuam como ferramentas para alimentar a criatividade e produção de uma geração àvida por novidades e últimas tecnologias.

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Formas diferentes de divulgação na cena independente

Maio 30, 2007

Juliana Farias - [juli.farias@yahoo.com.br]

O Punk Rock não inaugurou apenas um estilo de rock. O estilo também é pioneiro na iniciativa de buscar por espaços de autonomia para a produção de cultura e subjetividade. Bem na filosofia do “Faça você mesmo!”

Nesta linha e a partir da ampliação do acesso às novas tecnologias, muitos dos chamados amadores passam a usar dessas novas ferramentas para produzirem seus vídeos, músicas e textos disponibilizando-os em rede – youtube, blogs, fotologs, podcast e myspace.

É nesse sentido que aumenta a divulgação de materiais pela internet. O crescente número de blogs, fotologs e sites brasileiros indicam como os jovens, principalmente, estão inseridos nas networks e listas de divulgação de produtoras dos estilos de que mais gosta.

Um exemplo desta nova modalidade de divulgação de projetos é a produtora Atitute! Eventos que usa Orkut, fotologs, e blogs para a divulgar os eventos da cena independente capixaba.

Integrantes

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Nada de sexo e drogas: só muito rock ‘n’ roll

Maio 2, 2007

Camila Fregona [camila_fregona@yahoo.com.br]

A velha máxima “sexo, drogas e rock ‘n’ roll” ganha uma nova versão na Caverna do Simpson. Quem pensa que o ambiente dos roqueiros é um espaço onde “tudo pode rolar” tem uma impressão diferente quando conhece o bar. Os amantes do rock podem desfrutar do espaço à vontade, mas algumas regras devem ser respeitadas.

“Drogas no bar não rolam; nem brigas e nem putaria”.

Essa preocupação de Jorge Simpson tem um motivo especial: manter um ambiente familiar. Mas esta postura também colabora para que seja desmistificada a imagem das pessoas que freqüentam e curtem o mais puro rock and roll.

“O bar é lugar familiar. É comandado e atendido por uma família”. 

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O contato com as bandas

Maio 2, 2007

Camila Fregona [camila_fregona@yahoo.com.br]

No início da Caverna eram os amigos de Simpson que tinham contato com as bandas novas e as convidavam pra tocar no bar. Depois, o famoso ‘boca a boca’ foi espalhando o espaço para o público mais alternativo. Com a internet, tudo ficou mais fácil. Os fotologs, blogs, perfis e comunidades do Orkut abastecem o público com informações, fotos, vídeos e as músicas das bandas. Isso facilita bastante conhecer o trabalho dos iniciantes e manter contato. 

A internet é fundamental. O bar funciona através da internet. Atinge o público alvo. Enquetes e debates também são feitos. Não somos totalmente comerciantes

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Punk rock em tempos de internet

Abril 25, 2007

Ronald Alves [ronaldsalves@yahoo.com.br]

Em tempos de internet muita coisa muda. Conceitos, movimentos, moda, estilos de vida, modos de encarar a vida, numa velocidade que é própria da rede. E na música não é diferente. As formas de organização das bandas, a produção e a divulgação dos trabalhos é uma coisa nova. Até a relação com o publico muda. Marcelo Buteri, músico capixaba, de 28 anos, é dessa geração intermediária, que não nasceu com a internet, mas que pôde acompanhar o seu surgimento no cotidiano das bandas de rock aqui no estado.

Ele começou a tocar cedo, com 15 anos, num tempo muito distante, quando o acesso às tecnologias digitais era coisa de um futuro longínquo. Em meados dos anos 90, quando ele dava os primeiros passos no mundo do punk rock, lançar um CD com esse estilo musical era um sonho quase impossível. O processo de produção era muito caro. As gravadoras não apostavam em bandas novas – como hoje ainda não o fazem – e não havia muitas outras alternativas para mostrar o trabalho.

O que podia ser feito pelas bandas era gravar fitas k-7 com suas músicas e vender nos shows. Essas mesmas fitas podiam ser enviadas para as gravadoras mas, elas não estavam interessadas, lembra Marcelo.

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