O profissional indispensável

Junho 21, 2007

Gustavo Gouveia – [guga_gouveia@yahoo.com.br] 

É uma espécie de salva-vidas do músico. É aquele cara que passa quase despercebido, sempre pelos cantos, mas que para uma boa performance de palco é indispensável sua ajuda. É o último elemento da banda, sempre cobrindo a retaguarda do músico nas situações adversas em shows, e sempre realizando o trabalho mais árduo numa “gig”. Esse profissional é o roadie.

O roadie é uma profissão recente, que vem aos poucos tomando lugar na cena musical. Os músicos estão reconhecendo o trabalho deste profissional, e o mercado para a profissão está se expandindo cada vez mais. De trabalho autônomo, passou a ser realizado por empresas especializadas em sonorização, para o maior conforto do artista (apesar de alguns optarem pela autonomia).

Atualmente, o trabalho é tão reconhecido que o roadie não trabalha somente para bandas. Artistas solo que tocam em bares, ou que trabalham nas festas em geral, requerem o trabalho de um profissional que entenda da dinâmica de uma apresentação para auxiliá-lo.

Quem pensa que o trabalho do roadie é só o de carregar equipamentos e de ajudar nas adversidades em shows, engana-se. Viturino  Roadie, profissional autônomo na área, explica que  também é possível atuar na direção de palco do show, ou seja, na comunicação com os demais membros da equipe técnica, coordenando tudo o que diz respeito a som e iluminação de palco.

O trabalho do roadie está expandindo barreiras, a ponto que não só os estilos populares como reggae, rock e pop, mas também as apresentações de música erudita contratarem o profissional. Viturino relata que uma barreira a ser ultrapassada pelos roadies quando se fala em trabalho são as festas rave. Ele relata que o profissional faria grande diferença em se tratando de direção técnica e logística desses eventos.

Assita ao vídeo em que Viturino Roadie explica melhor a profissão:

 


A micareta do rock

Junho 21, 2007

Gustavo Gouveia – [guga_gouveia@yahoo.com.br] 

Temos de reconhecer que é nobre a iniciativa dos organizadores do Rock da Tarde, no Festival de Alegre, em priorizar o rock como estilo dominante entre as atrações do Palco Livre. É um favor às bandas de rock, já que os shows no palco principal do festival priorizam outros estilos mais populares.

O Rock da Tarde remonta ao carnaval de rua das principais cidades de interior, onde a confusão sonora é constante. Carros de som, raves em festinhas particulares, bandas de pagode e forró e o rock do palco livre se misturam num grande bacanal sonoro.

Deste modo, o grande obstáculo para as bandas do estilo passa a ser o público, e não o palco. Assim como no carnaval, a moçada do rock da tarde vai em busca de curtição e principalmente azaração, procurando os lugares com maior concentração de pessoas do sexo oposto. Infelizmente, neste quesito o rock não pode competir com axé, pagode e forró, por isso sai prejudicado.

Como participante do Rock da Tarde, percebi que a grande maioria das pessoas que passam pelo palco livre, onde tocam as bandas de rock, ficam uma ou duas músicas, zoam um pouco, talvez dão um beijo na boca, e depois saem, o que me leva a concluir que a grande maioria do público está presente não pela música, mas pela “zoação”, assim como acontece numa micareta.

Assista ao vídeo de Volume 7 tocando “Avalanche” no Rock da Tarde:

Por isso o Festival de Alegre é o que é. Entre o público, encontram-se desde metaleiros até cowboys, tentando agradar a todos os gostos, mas todos possuem um motivo em comum: a curtição, independente do estilo musical.

É fato que, se a organização do Palco Livre estivesse interessada em maior fluxo de pessoas, se daria melhor se colocasse mais bandas de axé, pagode ou forró. Mas se a intenção é manter a miscigenação musical, nós roqueiros agradecemos, pois tocaremos, curtiremos e entraremos no clima! Afinal, quem não gosta de uma boa “bagunça”?


“Acho que o caminho no Brasil é para o fim dos cds”, diz baterista

Maio 30, 2007

Juliana Farias - [juli.farias@yahoo.com.br]

A democratização dos meios de produção abre espaço para que as pessoas tenham acesso mais facilmente a internet e aos dispositivos de distribuição em rede. Agora é possível produzir vídeos, publicar livros e gravar músicas na plataforma Web.

Sites como Itunes (música), Youtube (video), Orkut (relacionamentos) e Lulu.com (editoração) atuam como ferramentas para alimentar a criatividade e produção de uma geração àvida por novidades e últimas tecnologias.

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Formas diferentes de divulgação na cena independente

Maio 30, 2007

Juliana Farias - [juli.farias@yahoo.com.br]

O Punk Rock não inaugurou apenas um estilo de rock. O estilo também é pioneiro na iniciativa de buscar por espaços de autonomia para a produção de cultura e subjetividade. Bem na filosofia do “Faça você mesmo!”

Nesta linha e a partir da ampliação do acesso às novas tecnologias, muitos dos chamados amadores passam a usar dessas novas ferramentas para produzirem seus vídeos, músicas e textos disponibilizando-os em rede – youtube, blogs, fotologs, podcast e myspace.

É nesse sentido que aumenta a divulgação de materiais pela internet. O crescente número de blogs, fotologs e sites brasileiros indicam como os jovens, principalmente, estão inseridos nas networks e listas de divulgação de produtoras dos estilos de que mais gosta.

Um exemplo desta nova modalidade de divulgação de projetos é a produtora Atitute! Eventos que usa Orkut, fotologs, e blogs para a divulgar os eventos da cena independente capixaba.

Integrantes

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A fusão perfeita entre rock e anime

Maio 3, 2007

Gabriely Sant’Ana – [gabrielysc@hotmail.com]

Há uma relação muito estreita entre o rock em geral e os animes e mangás – versões japonesas dos conhecidos desenhos animados e HQs. Onde existe um, ali está o outro. Posso até chegar a pretensiosa conclusão de que não há um rockeiro/metaleiro/punk/gótico/grunge/emo (…) que se preze que não seja apaixonado por esta arte. É pré-requisito.

Temos os infinitos exemplos de animações “caseiras” que podem comprovar. Os vídeos mesclam imagens de animes e alguma música que combine com a seqüência ou história do personagem. O YouTube tem várias delas e até eu, pobre amadora, já me aventurei a fazer algumas. Existem das mais requintadas, que são montagens de vários frames de uma temporada inteira, às simples inserções de outro áudio numa abertura do anime – esse foi o meu caso, mas que ainda não tive coragem de postar na internet.

  • Alguns destes clipes você pode conferir na aba vídeos do VibeRock.

Também é importante prestar atenção na trilha de alguns animes. Se você não curte muito, pelo menos veja a abertura de Full Metal Alchemist, Bleach e X TV. Impossível dissociar. E tem também a histórica parceria entre o vocalista da banda Angra, Edu Falaschi, e o anime mais famoso do Brasil, a lenda para quem teve a sua infância entre os anos 80 e 9o. Os Cavaleiros do Zodíaco.

A voz de Falaschi encaixou tão bem com a saga que os fãs exigiram que ele voltasse a cantar no novo filme dos cavaleiros, o Prólogo do Céu. E não há um show sequer em solo brasileiro em que a banda escape de entoar este hino de uma geração.